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agente começou ao contrário, e eramos diferente de qualquer outro casal que conheciamos. Brigavamos às vezes, por motivos que agora me parecem idiotas e odiavamos andar de mãos dadas. Demonstravamos todo o amor de maneira invisível, de maneira que só nos dois entendiamos. Isso era o bastante. Mas em algum momento, no qual eu não percebe, deixou de ser. E a falta de algo que não me faltava me fez faltar. Amor? Ausente. Angústia? Presente, para sempre – ou quase.Nós Nos entendiamos, e de repente, ele passou a querer entender o resto do mundo –
Enquanto ele se aventurava em curvas perigosas – eu sei bem do que estou falando, e principalmente, do quando elas podem machucar – eu continuava no acostamento. Pedindo carona em algum carro – qualquer carro, mas no fundo sei que o que eu realmente esperava por todo aquele tempo, foi uma ambulância. eu queria que ele se machucasse, Eu queria cura-lo.
Dentro de mim ainda existia uma sensação de quase fim, com quase começo.
Ele mandaria flores rosas – você odeia flores rosas.
Ele escreveria poemas - você odeia rimas mal feitas.
Ele choraria por você – você é quem costumava fazer isso.
Agora eu esta decidida: Cansei de pedir carona e parar sempre na próxima esquina. Vou caminhar com seus próprios pés, um passo de cada vez e observando toda a paisagem do caminho.
Sem mãos dadas.
Com flores de todos os tipos e cores no campo.
E claro, sempre implicando com a natureza por motivos bobos – por aí não faz tanto calor assim.
Percebo que sozinha, consegui exatamente o queria?

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